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Você sabe quais os efeitos da maconha no nosso corpo?

A maconha é uma das drogas mais utilizadas na atualidade, não só para fins de diversão, mas também para tratamentos de saúde. O consumo dessa droga vem crescendo de forma significativa, sendo que houve um aumento de 27% em 2014 em relação a 1998. São 3,8% da população mundial consumindo essa substância.

De acordo com pesquisas, o Brasil não está entre os 10 países que mais consome maconha no mundo. E, ao contrário do que se possa imaginar, no topo do ranking não estão os países que legalizaram a droga. O campeão é a Islândia, no qual a maconha é proibida e 18,3% da sua população consome maconha. Aqui no Brasil, 26% da população afirmaram ter experimentado e cerca de 6.8% fazem uso constante.

Mas você sabe quais são os reais efeitos que essa droga tem no nosso corpo, especialmente na nossa mente? Muitos afirmam que, por ser natural, a maconha é uma droga inofensiva, mas ela também pode desencadear uma série de problemas, inclusive distúrbios psiquiátricos. Veja!

Como a maconha age na nossa mente?

Por que a maconha oferece uma sensação de bem-estar para muitas pessoas? Para saber essa resposta, é preciso entender o caminho que ela faz dentro da sua mente.

As drogas agem nas sinapses, ou seja, nas conexões entre um neurônio e outro. É justamente por onde passa o impulso nervoso e tudo o que acontece no nosso corpo depende disso, desde a nossa respiração até as nossas emoções. Tudo funciona como um mecanismo chave-fechadura. A maconha possui uma substância muito parecida com outras estruturas do corpo e assim, ao chegar na sinapse, ela consegue se ligar aos neurotransmissores como a dopamina e liberar a sensação de prazer tão desejada.

Ela pode estimular o cérebro de duas maneiras: produzindo uma quantidade maior de neurotransmissores (que foi o que acabamos de falar no parágrafo anterior) ou então, evitar que esses neurotransmissores retornem pelos axônios. Esse segundo efeito gera um grande acúmulo dessas substâncias na fenda sináptica, causando um grande estímulo no cérebro.

Quais os efeitos disso?

Agora que já entendemos o mecanismo da maconha no nosso cérebro, vamos compreender agora o que isso causa na prática.

A maconha é responsável por causar uma sensação não só de prazer, mas também de relaxamento. Porém, nos primeiros 30 minutos, a sensação que o usuário tem é de euforia. Há também outros efeitos que a droga pode causar:

  • perda de noção do tempo;
  • vontade de rir ainda que sem motivo aparente;
  • sensações sensoriais mais aguçadas, especialmente visão e audição;
  • coração acelerado;
  • fome em demasia, também conhecida como larica;
  • olhos avermelhados;
  • boca seca.

Há também outros efeitos mais agressivos como manias, paranóias e sensação de perseguição. Esses problemas psiquiátricos costumam aparecer em pessoas que já apresentam uma predisposição, especialmente aqueles com casos na família.

Quais os efeitos da maconha para que usa de forma frequente?

Além desses efeitos listados acima, que costumam ser mais pontuais, ou seja, logo após o uso, existem problemas de saúde que só aparecem com o passar dos anos. Assim, alguns efeitos da maconha e suas consequências surgem naqueles que são dependentes químicos. Vejamos quais são eles.

Memória

Um dos efeitos mais estudados e reconhecidos pela ciência quanto ao uso da maconha é sobre a memória. A substância consegue afetar a fixação de novas informações, porém, não afeta as lembranças que já foram guardadas. Esse efeito é bastante comum até 48 horas após o uso para quem usa de maneira pontual. Porém, para aqueles que usam com frequência, esse efeito pode durar até um mês depois da última tragada.

Aprendizado

Outro ponto que fica prejudicado com o passar dos anos por causa do uso constante da maconha. Isso acontece porque a substância interfere diretamente no funcionamento dos neurônios e suas conexões, ou seja, nas sinapses. Além disso, há interferência também em uma região do cérebro chamada de Hipocampo, responsável pela memória e também pelo aprendizado.

Problemas respiratórios

Por ser uma droga de mecanismo inalatório, a maconha costuma causar diversos problemas respiratórios. Apenas 4 cigarros de maconha consegue aumentar o risco de bronquite tanto quanto 20 cigarros de tabaco por dia. Além dessa doença, o uso constante da maconha pode causar pneumonia, produção de muco, redução na capacidade respiratória e diversas inflamações no sistema respiratório.

Além disso, todos os sistemas ficam prejudicados, pois se há um prejuízo nos pulmões, as trocas gasosas não conseguem ser efetivas e outras partes do corpo não conseguem obter todo o oxigênio que precisam para funcionar no seu desempenho máximo.

E ainda podemos falar sobre um problema mais grave que é o câncer pulmão. Ainda não há comprovação sobre uma ligação direta entre a doença e o uso da maconha. Porém, alguns estudos já conseguiram mostrar que quem usa de forma regular tabaco e maconha tem mais chance de desenvolver o câncer do que aqueles que usam só tabaco.

Fertilidade

Quem usa maconha de forma constante pode ter problemas para engravidar. Para o homem, por exemplo, há uma redução na contagem de esperma e, para a mulher, há alterações no ciclo menstrual. Isso não quer dizer que usar maconha causa infertilidade, mas sim que reduz as chances de ter filhos.

Direção

Quem trabalha como motorista ou precisa dirigir constantemente por algum motivo, pode sentir os efeitos nocivos da maconha. Já está comprovado de que o uso da substância reduz a atenção e a coordenação. Esses efeitos duram por ainda 24 horas após o uso.

Efeitos que ainda não foram comprovados

Há alguns mitos por aí sobre a maconha e seus efeitos. Um deles é o de que a maconha destrói os neurônios, mas não há provas dessa teoria. O que se sabe é que, em animais, foi realizado o teste com doses bem maiores do que as usadas pelos humanos para causar esse efeito.

Outro efeito que ainda não foi comprovado é o fato de a maconha ser uma droga amotivacional, ou seja, reduz a motivação das pessoas. Por causa do relaxamento que a droga promove, os usuários dependentes não teriam mais disposição para trabalhar ou estudar. Não há estudos que comprovem essa relação entre a maconha e a produtividade.

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