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O que fazer quando o dependente químico não quer ajuda?

A dependência química é uma doença psiquiátrica e deve ser encarada como tal. Por isso, é muito importante que o dependente tenha atendimento especializado para ajudar na recuperação. Quando ele colabora e entende que se tornou um dependente, é muito mais fácil de realizar o tratamento. O grande problema é quando ele não se reconhece dessa maneira e o dependente químico não quer ajuda, pois acredita que não precisa dela.

Nesse momento, a família, e principalmente as mães, sentem-se de mãos atadas e não sabem como prosseguir. Elas olham os filhos cada vez mais se afundando no mundo das drogas e já não sabem mais como ajudá-lo.

Há também os dependentes que não querem reconhecer que se tornaram viciados na droga e que acreditam que podem parar quando quiser. Isso, na grande maioria das vezes, não é verdade, aliás, é apenas na cabeça dessa pessoa. Ela tenta ficar longe da droga, mas é em vão e continua a se iludir com a ideia de que ainda tem o controle sobre as próprias escolhas.

Para ajudar os familiares nessa importante jornada e direcioná-los para a melhor decisão, listamos abaixo algumas dicas para ajudá-los a lidar com essa situação da melhor forma possível!

Use palavras de apoio

Se revoltar com a situação e com o dependente que ele não consegue enxergar a própria deficiência não é o melhor caminho. Rotulá-lo como dependente e oferecer palavras negativas como “você não consegue” é algo que deve ser evitado. Lembre-se de que vocês são a família dele, pessoas nas quais ele busca apoio. Se sentir rejeitado também por essas pessoas, a situação pode ficar pior.

Lembre-se: a palavra dita não volta. Portanto, muito cuidado na hora em que for conversar com o dependente. Nunca escolha momentos de raiva ou de revolta para isso. Mantenha-se ao máximo racional e com a mente clara para pensar antes de agir.

Imponha limites

O fato de o dependente ter uma patologia não significa que ele pode fazer o que quiser e que não haverá consequências. Uma pessoa sob o efeito da droga perde os parâmetros de convívio em sociedade e familiar. Por isso, ele pode fazer coisas que não são aceitáveis pelas pessoas.

Percebeu que ele está sob esse efeito ou em crise de abstinência? Que encontra-se desequilibrado emocionalmente e está magoando as pessoas ao redor? Afaste-se e proteja o seu próprio equilíbrio emocional. Ele precisa entender que as atitudes tomadas têm consequências e que existe um limite para o que ele pode ou não pode fazer.

Não estamos falando apenas do afastamento físico. Mude também as suas atitudes e a sua forma de agir com ele para que compreenda que a situação precisa mudar.

Converse com ele em um lugar tranquilo

Na hora de conversar com o dependente químico, busque um lugar tranquilo, um local onde vocês não serão interrompidos. Criar maior proximidade e uma relação de confiança é um passo importante para fazer com que ele entenda que precisa de ajuda.

A ideia dessa conversa é mostrar para o dependente as consequências das suas atitudes e o que essa nova situação está causando para todos dentro de casa e especialmente para o próprio dependente. Perder a família, esposa e filhos, o emprego, os amigos e outras relações importantes são coisas que costumam acontecer. Mostre para ele que as coisas não precisam ser dessa forma.

A conversa precisa ser aberta e franca e você precisa ter munição, ou seja, precisa ter boa informação para passar para ele. Falar apenas o que outras pessoas já falam e o que é de senso comum não causará muitos impactos. Mostre como a droga impacta no cérebro dele, porque ele está tomando certas atitudes e situações mais sérias nas quais ele pode se envolver por conta da droga.

Nunca passe a ideia de ser um cúmplice das suas ações, uma pessoa na qual ele pode buscar apoio para continuar usando a droga, por exemplo, uma pessoa na qual ele vai achar dinheiro para comprá-la. Mostre que você sempre será um porto seguro para ele um local de apoio para quando ele decidir se tratar. Ele precisa saber que pode contar com você para seguir com essa importante decisão.

Busque ajuda para si

Quando o dependente químico não quer ajuda e não se reconhece como tal, as dificuldades para começar algum tipo de tratado dobram. Além da culpa que muitas mães sentem, vem também o sentimento de frustração por não conseguirem convencer os filhos a iniciar o tratamento e de que eles precisam de ajuda.

A melhor forma de continuar sendo o apoio deles e perseguir nessa trajetória, é cuidando da própria saúde emocional. São muitos sentimentos brigando entre si e muitas opiniões de todos os lados tentando influenciar suas decisões. Procure por um psicoterapeuta para ajudá-la e também a seus familiares a passar por esse momento tão difícil.

Procure ajuda profissional para o dependente

Além de se ajudar, você também precisará buscar por ajuda profissional para o dependente químico. Ainda que ele não aceite que é um dependente, que não precisa de ajuda e que pode parar quando quiser, é bom ter orientação profissional sobre o que fazer em cada caso, de acordo com o histórico do dependente químico.

Pode ser interessante também chamá-lo apenas para uma conversa em uma clínica, sem nenhum tipo de compromisso. Talvez, com um profissional falando e por ser alguém que não tenha uma ligação emocional, o dependente mude um pouco a forma com a qual se enxerga e perceba a própria situação.

Lidar com um dependente químico é algo muito difícil, especialmente para as mães que possuem uma relação emocional muito grande. Maior ainda é o conflito quando o dependente químico não quer ajuda. A família se sente impotente e de mãos atadas. Nesse momento, cuidar do próprio equilíbrio emocional e buscar ajuda profissional é o melhor a ser feito.

Precisando de ajuda? Entre em contato com os nossos especialistas e peça a ajuda necessária para enfrentar esse sério problema!

1 Comentário

  1. Célia Silva disse:

    É muito bom poder pedir ajuda quando todos já te viraram as costas

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