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Mãe de dependente químico: o que fazer?

Só no país, temos mais de 600 mil pessoas que usam drogas. Pensando nisso, podemos imaginar que há um número bem maior de familiares preocupados com cada uma dessas pessoas. Muitas vezes, entre eles, quem mais sofre são as mães. A mãe de dependente químico, em muitas ocasiões, sente-se de mãos atadas e já não sabe mais o que fazer.

São muitas as dificuldades. Um dos grandes problemas é que, muitas mães, não querem acreditar que o filho se tornou um dependente químico. E, enquanto não há essa aceitação, o filho se envolve cada vez mais com drogas e outras substâncias que causam dependência.

As mães tentam conversar, tentam orientar, mas a situação começa a sair do controle. Os objetos de casa começam a sumir e elas começam a perceber que possuem um dependente químico em casa e que algo precisa ser feito. Mas o quê?

É justamente por isso que fizemos este texto, para ajudar as mães que, em meio a todo o sofrimento, já não sabem mais como podem agir com o filho dependente químico. Veja o que você pode começar a pôr em prática.

O primeiro passo é aceitar

Que muitos jovens estão envolvidos com as drogas, isso não é uma novidade. Vemos notícias a todo momento sobre o assunto. Mas quando a situação é com o próprio filho, a coisa é bem diferente. Aceitar que aquele problema, que antes só era visto nos noticiários, se tornou um problema de dentro de casa é o mais difícil.

Na maioria das vezes, as mães acreditam que é apenas uma fase, coisa de adolescente, porém, é justamente esse tipo de pensamento que pode fazer com que as drogas estejam presente na vida do filho por muitos anos.

Muitas vezes, as famílias não dão atenção, por exemplo, quando o jovem começa a usar maconha. Por ser uma droga mais leve, acreditam que é apenas coisa de adolescente. Mas, ela pode ser uma porta de entrada para outras drogas e, para aqueles que possuem uma predisposição biológica, a necessidade de drogas mais fortes torna-se cada vez mais intensa.

Não tente ser a salvadora

Muitas mães acreditam que apenas elas podem salvar os filhos e esse é um erro. Colocar uma responsabilidade tão grande em cima de uma única pessoa é pedir demais. Lembre-se de que nem mesmo o Governo Federal, com todo o suporte que possui, consegue resolver o problema, portanto, não tente fazer isso sozinha ainda que seja o seu filho.

É claro que você pode conversar com ele, tentar alertá-lo, aliás isso é muito importante, pois o jovem sente que não está sozinho. Muitas vezes, ele deseja parar, mas não consegue. Ao sentir que possui um apoio, especialmente o materno, ele pode encontrar forças.

Porém, o seu papel como mãe é diferente e você não está emocionalmente e tecnicamente preparada para lidar com todos os problemas que a droga traz.

Fique atenta aos primeiros sinais

Estar atenta aos primeiros sinais é essencial para ajudar o seu filho desde os primeiros momentos e evitar um mal maior. Para isso, é preciso estar com a mente aberta e entender que as drogas não escolhe cor, gênero ou classe social. Portanto, o seu filho pode sim ser um usuário e se tornar um dependente químico.

Por exemplo, o comportamento na escola começa a mudar. Se o seu filho era uma pessoa que não costumava perder nas matérias ou até mesmo perder de ano e isso passa a acontecer com frequência, é preciso pensar na possibilidade. Ele passa a ficar mais irresponsável com as coisas relacionadas à educação.

Outro ponto relevante é o comportamento social. Houve mudanças de comportamento em casa? Ele não sai mais com os antigos amigos? Está andando com outras pessoas? Quem são essas pessoas? Ele parece mais irritado ou estressado em casa? Passa muito tempo isolado? Tudo isso precisa ser avaliado.

Converse com outras pessoas que fazem parte da vida dele

Seu filho tem uma família? É casado? Tem filhos? Amigos de infância? Se você acredita que algo está errado, vale a pena conversar com essas pessoas. Muitas vezes, elas estão mais presentes no dia a dia dele e podem falar sobre as mudanças de comportamento ou mesmo confirmar que o seu filho está usando drogas e se tornou um dependente químico.

Não seja superprotetora

Essa pode ser uma das tarefas mais difíceis para as mães, mas isso é necessário. Muitas vezes, elas começam a pagar as contas dos filhos para que eles não passem por necessidades. Mas isso só piora tudo. Ele vai se sentir mais livre para continuar usando e comprando drogas já que existe uma pessoa que cuida de tudo.

Por exemplo, ele ganhou uma multa de trânsito em um momento que estava sob o efeito da droga e, por isso, cometeu a infração. Pagar essa multa é como reforçar o comportamento negativo.

Deixe que ele seja o protagonista da história

Não torne isso um problema seu. Muitas mães acabam tornando o problema do filho um problema pessoal e assim, as pessoas ao redor, em vez de ajudar o dependente, passam a ajudar a mãe. Além disso, o papel dos pais é ajudar os filhos para que caminhem com as próprias pernas, portanto, ele deve ser o protagonista da própria vida.

Ele precisa entender que é o próprio responsável pelos seus atos e consequências negativas que surgem deles. Da mesma forma, também é responsável pela própria recuperação e que a família é um apoio, mas não pode ir além disso.

Procure ajuda profissional

Como já dissemos, agir como uma salvadora da pátria, achando que fará com que o filho deixe de ser um dependente químico é um erro.

Procurar ajuda profissional para ele é a melhor coisa que uma mãe de dependente químico pode fazer. Existem, atualmente, diversas clínicas especializadas que oferecem diversos serviços e contam com profissionais adequados ao problema como psicólogos, enfermeiros, psiquiatras e outros.

Está precisando de ajuda? Entre em contato com a nossa equipe para que você possa ajudar quem você mais ama!

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