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Léo Dias e a recaída no mundo das drogas

O apresentador e jornalista, Léo Dias, pediu afastamento do programa que apresenta no SBT, o Fofocalizando, para começar tratamento contra o vício nas drogas. O jornalista já vinha fazendo acompanhamento terapêutico há algum tempo e já estava há 6 meses longe das drogas e estava trabalhando a todo vapor, inclusive, estava produzindo uma biografia sobre a cantora Anitta.

Ainda não se sabe por quanto tempo ele deve ficar afastado nas telas, mas de acordo com Silvio Santos, o lugar dele está garantido na emissora pelo tempo que for necessário. É bem provável que Léo se afaste do Rio de Janeiro, já que é o local no qual há mais chances de uma nova recaída.

A despedida do apresentador do programa Fofocalizando foi emocionante. Ele falou sobre o vício e que precisava se internar e que, por isso, se afastaria um pouco do programa. Ele publicou no Twitter o seguinte comentário: “E eu, que estava me sentindo tão forte e as coisas pareciam tão mais fáceis. Eu me esqueci que a qualquer momento a vida nos prega uma peça. E quando eu já achava que tinha vivido o fundo do poço, descubro que ele é mais profundo”.

Vamos agora conhecer um pouco mais sobre a sua história e entender como as drogas entraram e prejudicaram a vida desse profissional!

História de Léo Dias com as drogas

Tudo começou quando ele estava morando na Austrália para onde foi com o objetivo de se aperfeiçoar e aprender a língua inglesa. Isso foi em 2001 e desde então vem apresentando problemas em relação a essas substâncias. Já tem cerca de 15 ou 16 anos que o jornalista luta contra o vício e, desde que começou, o seu envolvimento com as drogas dos mais variados tipos sempre aumentou. Quando ele tinha 21 anos experimentou ecstasy e depois começou com a cocaína.

Ele só se deu conta de que tinha se tornado um dependente químico em 2006 quando um ex-namorado comentou sobre o assunto e fez um alerta. Ele disse que Léo tinha se transformado em um viciado e que nem o trabalho conseguia mais fazer. Porém, foi apenas em setembro de 2018 que ele decidiu tomar a decisão de se internar em uma clínica. Por mais que tenha demorado, a decisão foi de extrema importância e bastante corajosa. Poucos conseguem ter essa consciência de que precisam de ajuda profissional.

Na clínica, ele passou por tratamento por meio do uso de uma substância muito forte, mas que consegue combater diversas drogas como crack e cocaína. Essa substância é a ibogaína, de origem africana e que vem se mostrando muito eficiente no tratamento de dependentes químicos.

Como funciona a ibogaína

Com o nome científico de Tabernanthe iboga, a ibogaína tem se mostrado altamente eficaz no tratamento dos dependentes químicos e é utilizada em diversas clínicas. Muitos estudos ainda estão sendo feitos com essa planta, pois ainda não se sabe com exatidão como ela age no cérebro. O que se sabe é que ela não cura o vício, mas consegue interromper o ciclo perpétuo de necessidade constante pela droga.

A ibogaína estimula a produção de um hormônio conhecido pela sigla GDNF. Este, por sua vez, faz com que o tecido nervoso se regenere e também estimula a formação da neurogênese, ou seja, de novas conexões cerebrais algo que, no cérebro dos dependentes químicos está em declínio de acordo com estudos.

Os cientistas e demais profissionais de saúde acreditam que a ibogaína seja capaz de alcançar a parte do cérebro responsável pela dependência química e repará-la. Ao mesmo tempo, consegue aumentar a produção de dopamina e serotonina, que são os neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. É por isso que o ciclo da droga se quebra já que os dependentes conseguem a dopamina com o uso da ibogaína, não precisam de outras drogas destrutivas para conseguir o mesmo efeito.

Outro ponto importante dos efeitos dessa droga é o psicoterápico. Ela consegue deixar a mente “limpa” e bastante lúcida, fazendo assim com que o paciente relembre todos os momentos ruins pelos quais passou por causa da droga. Esse também é um relato de Léo Dias logo após o uso da ibogaína.

Não estamos falando de alucinações como ocorre quando você consegue LSD, mas sim de memórias que voltam e mostram ao dependente quais as situações que o levaram àquele momento. É como sonhar acordado de acordo com algumas pesquisas realizadas na Universidade de New York nos Estados Unidos.

Os cientistas conseguiram visualizar o cérebro de pessoas que estão sob o efeito da ibogaína com o eletroencefalograma. Eles descobriram que a mente dessas pessoas se comporta da mesma forma como quando o cérebro está em sono REM que é, justamente, a fase do sono onde temos os sonhos.

Porém, ao contrário do sonho comum, que dura cerca de 2 minutos para cada duas horas, com a ibogaína são 12 horas sonhando de maneira intensiva. Esse também foi outro relato do jornalista que disse que também sentiu tremedeiras e parecia estar com Parkinson.

O fato é que a ibogaína consegue oferecer uma elevada eficácia no tratamento. Em um estudo realizado pela Unifesp, dos 75 usuários de crack e cocaína que foram avaliados e acompanhados, após 1 ano, 72% deles permaneceram longe do vício.

Recaída de Léo Dias

Após o internamento em setembro de 2018, em fevereiro de 2019, Léo Dias teve uma recaída e voltou a usar cocaína. Ele, de fato, preferiu ficar em São Paulo para se afastar dos antigos hábitos que o levavam para o uso das drogas. Não há uma previsão para o retorno do apresentador às telas e ele deve ficar afastado pelo tempo necessário para concluir o tratamento.

São muitos os famosos que acabam se envolvendo com as drogas e tendo um relacionamento destrutivo com elas. Como se vê, a dependência química não escolhe classe social, conta bancária ou qualquer outro fator superficial. Depende também de outras variáveis como família, relacionamentos amorosos e com os amigos, trabalho e outros fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas. É preciso aprender a lidar com os problemas e ter sempre acompanhamento profissional para ajudar o dependente a deixar o vício. Léo Dias tem se mostrado um grande exemplo por ter essa consciência e por própria opção buscar o internamento e reabilitação.

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