Um dos maiores problemas que os dependentes químicos enfrentam e também as suas famílias são as recaídas. Quando tudo está se ajeitando novamente, quando a estrutura familiar está tentando se recompor, o dependente químico volta a consumir a droga. A questão é como esse dependente pode evitar recaídas? Como a família pode ajudar?

Essa é uma situação bastante comum e que podemos ver também na mídia. Muitos famosos portadores de dependência química tiveram os seus momentos de recaída como Fábio Assunção e Léo Dias.

Isso é algo que pode acontecer com qualquer pessoa e é necessário tomar alguns cuidados.
Para ajudar o dependente, listamos abaixo algumas dicas sobre como a família e os amigos podem evitar recaídas após o tratamento!

Reconheça os sinais

Quando o dependente está fazendo uso da droga, é muito comum que ele minta com maior frequência.
Depois do tratamento isso passa, mas, após a recaída, é muito comum que esse tipo de hábito retorne. Portanto, fique atento a esses sinais.

É preciso também que o próprio dependente passe a fazer uma reflexão, pois é como se estivesse mentindo para si mesmo. Ser honesto quando à sua situação é uma ótima maneira de evitar recaídas.

Dialogue sempre

A conversa é de extrema importância para os dependentes químicos. Muitas vezes, eles podem sentir vergonha de certas sensações e sentimos e não querer conversar por medo de que os familiares ou amigos pensem que ele voltou ao vício. Portanto pare para escutá-lo e trate-o como uma pessoa igual a você e não como alguém doente. Ele precisa se sentir parte de algo, que está realmente inserido no contexto da familiar e social.

Projeto de vida

Outro ponto de extrema importância é que o dependente precisa voltar a ter um projeto de vida, afinal de contas, é isso que nos movimenta para adiante. Portanto, incentive-o a ter um novo projeto, a sonhar, a ter perspectivas com a vida, a ter uma meta, um objetivo. Todos esses pontos são importantes para qualquer ser humano, afinal de contas, são os sonhos que nos movem.

Lapso

O lapso acontece quando alguém que está em abstinência após o tratamento acaba consumindo a droga novamente, apenas uma dose. Isso não significa que o dependente teve uma recaída, mas é um sinal de alerta bastante significativo. É importante que ele saiba que pode contar com a ajuda da família e que não precisa esconder nada. E, caso você perceba algo de diferente, não julgue. Converse com ele e tente entender seus sentimentos e emoções.

Ter uma rotina

É muito importante que o dependente, após o tratamento, crie uma rotina. As rotinas são como um gatilho para o cérebro. Por exemplo, para quem tem insônia, é recomendado criar uma rotina para dormir (tomar banho, trocar de roupa, arrumar a cama e deitar). É como se você estivesse avisando ao cérebro que está na hora de dormir.

A rotina deve fazer parte da vida do dependente após o tratamento, aliás, essa rotina deve ser criada também para o caso de os pensamentos de consumir a droga virem de maneira frequente. Nesse caso, o cérebro está pedindo, desesperadamente, por dopamina, então vamos dar isso a ele, mas em uma quantidade menor como se fosse para enganar.

Portanto, sempre que o dependente pensar em consumir a droga, ele deve ter um gatilho para o que fazer nesse momento e não pensar mais nisso. Pode ser um hobbie que ele gosta ou mesmo comer algo saboroso, ou seja, coisas que também liberem dopamina.

Policiando os pensamentos

A dependência química é uma doença crônica e que não tem cura, da mesma forma que o diabetes e a hipertensão, por isso, sempre deverá ser monitorada. Uma dessas formas de monitoramento é fazer com que o dependente mantenha um pensamento reflexivo. Por exemplo, assim que vier a vontade de consumir a droga, ele deve se fazer algumas perguntas: “eu quero realmente isso?”, quais são as consequências dessa escolha?”, “quero perder a credibilidade comigo mesmo”?

Essa reflexão deve ser incentivada pela família e durante o tratamento e é também algo ensinado e praticado nos grupos de apoio. Esse é mais um motivo para ir às reuniões sempre.

Apoio

O apoio deve ir bem além dos grupos. Ele deve estar dentro do círculo familiar, do trabalho (se ainda houver algum) e dos amigos. É um grande esforço voltar para um ambiente onde as pessoas perderam a confiança e até a fé nesse dependente, portanto, dê a ele um voto de confiança e palavras de apoio.
Ele precisa se sentir inserido novamente, especialmente no seio familiar. Não ter isso é praticamente o mesmo que jogá-lo no mundo das drogas.

Ocupar o tempo

Outro ponto importante. Já ouviu falar o ditado “mente vazia, oficina do diabo?”, pois bem, para um dependente químico a mente vazia é justamente o local para pensar em usar a droga novamente. Eles
não ficam livres desse tipo de pensando, portanto, ocupar o tempo é fundamental. Se ele ainda não tem um trabalho formal, ele pode ajudar nas tarefas da casa, consertar coisas. Se for habilidoso, pode consertar coisas para os vizinhos e amigos e, quem sabe, isso pode se tornar um negócio mais tarde.

Comprometimento com o tratamento

O apoio das pessoas, criar uma rotina, se manter ocupado e ter momentos de lazer são coisas importantes para evitar recaídas, mas o principal deve vir do próprio dependente: ele precisa se comprometer com o tratamento.

Assim como para qualquer pessoa que deseja melhorar, uma mudança de hábitos é necessária. Como outras pessoas, o dependente terá que mudar hábitos que, à primeira vista não parece ao prazeroso, mas é necessário. Por exemplo, deixar para trás amizades que o levavam para o vício, é muito
importante para permanecer seguindo no melhor caminho.

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